Diário de um Ex Usuário de Drogas (Crack) e Álcool.
Meu Nome: Jorge Edison Soares. Ourinhos, São Paulo.
Nascido em 16 de Maio de 1964. Natural de Jacarezinho, Paraná.
05/07/2013 (Segunda Parte).
Mas com o tempo a minha vida foi tornando um desespero por fato de que meu Pai viajava muito, nunca tive o carinho dele, mais sempre ele cumpria com suas obrigações de nos alimentar, de não deixar faltar a alimentação em casa, mas faltava aquele carinho de Pai. E com isso muitas vezes quando ele chegava de viagem, mas eram viagens de 30, 40 dias sem vim em casa, e quando ele vinha pra casa, sempre havia desconfianças dele em relação a minha Mãe, então muitas das vezes lhe causavam muitas discussões entre eles, muitas brigas, e com isso meu Pai não prestava atenção em nós, e isso me afetava muito, eu ouvia palavras de baixaria de meu Pai contra minha Mãe, e eu sabia que ela não merecia ouvir aquelas palavras horríveis. Aquelas brigas iam mexendo com o meu psicológico. Então comecei a estudar em um colégio, já tinha passado minha fase do parquinho, e fui para uma escola municipal, e nessa escola meus amados, se repetiu tudo as mesmas coisas que eu sofria no parquinho, as escolhas de pessoas, as indiferenças, os desprezos, as rejeições, as humilhações, as exclusões, ali também continuava naquela escola. Tudo isso meus amados porque eu não tinha um bom calçado, uma boa roupa para ir na escola, e são essas as pessoas que se dizem ser seres humanos me deixavam de lado me rejeitando do meio deles, muitas vezes eu ia estudar descalço e com roupinhas que a minha Mãe costurava com os restos de retalhos, para que eu pudesse aprender alguma coisa e ser alguém na vida. Certa vez um dia nessa escola estava acontecendo um evento por nome de Amigo Secreto, e eu fui escolhido a fazer parte de um grupo de meninas e meninos de boas aparências e uns jovens que sempre eu via eles chegarem de carro com seus Pais na escola, e então uma garota olhou bem para mim e disse: “Nossa olha o seu estado, que roupas velhas e rasgadas, nem um calçado você tem nos pés, como você poderá nos dar presentes? credo você não é digno de estar no meio de nós.” Nossa que tristeza eu senti naquele momento. Me rejeitaram e me excluíram igual tocar um animal, nem um animal merecia escutar o que aquela menina disse pra mim, eu fui e sentei no chão porque aqueles jovens me tiraram a cadeira, então sentei no chão, chorando disse pra eles: “Olha eu não posso te dar presentes materiais, mais eu posso te dar um abraço, um abraço irá ficar pra sempre em seu coração.” E então aqueles jovens começaram a chorar. Nessa época eu tinha mais ou menos 8/9 anos de idade. Hoje por causa dessas coisas eu não gosto de participar de Amigos Secretos. “O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas. O maior pecado para com os nossos semelhantes, não é odiá-los mas sim tratá-los com indiferença; é a essência da desumanidade. O oposto do amor não é o ódio, mas é a indiferença.”
São João 15:15Meu Nome: Jorge Edison Soares. Ourinhos, São Paulo.
Nascido em 16 de Maio de 1964. Natural de Jacarezinho, Paraná.
05/07/2013 (Segunda Parte).
Mas com o tempo a minha vida foi tornando um desespero por fato de que meu Pai viajava muito, nunca tive o carinho dele, mais sempre ele cumpria com suas obrigações de nos alimentar, de não deixar faltar a alimentação em casa, mas faltava aquele carinho de Pai. E com isso muitas vezes quando ele chegava de viagem, mas eram viagens de 30, 40 dias sem vim em casa, e quando ele vinha pra casa, sempre havia desconfianças dele em relação a minha Mãe, então muitas das vezes lhe causavam muitas discussões entre eles, muitas brigas, e com isso meu Pai não prestava atenção em nós, e isso me afetava muito, eu ouvia palavras de baixaria de meu Pai contra minha Mãe, e eu sabia que ela não merecia ouvir aquelas palavras horríveis. Aquelas brigas iam mexendo com o meu psicológico. Então comecei a estudar em um colégio, já tinha passado minha fase do parquinho, e fui para uma escola municipal, e nessa escola meus amados, se repetiu tudo as mesmas coisas que eu sofria no parquinho, as escolhas de pessoas, as indiferenças, os desprezos, as rejeições, as humilhações, as exclusões, ali também continuava naquela escola. Tudo isso meus amados porque eu não tinha um bom calçado, uma boa roupa para ir na escola, e são essas as pessoas que se dizem ser seres humanos me deixavam de lado me rejeitando do meio deles, muitas vezes eu ia estudar descalço e com roupinhas que a minha Mãe costurava com os restos de retalhos, para que eu pudesse aprender alguma coisa e ser alguém na vida. Certa vez um dia nessa escola estava acontecendo um evento por nome de Amigo Secreto, e eu fui escolhido a fazer parte de um grupo de meninas e meninos de boas aparências e uns jovens que sempre eu via eles chegarem de carro com seus Pais na escola, e então uma garota olhou bem para mim e disse: “Nossa olha o seu estado, que roupas velhas e rasgadas, nem um calçado você tem nos pés, como você poderá nos dar presentes? credo você não é digno de estar no meio de nós.” Nossa que tristeza eu senti naquele momento. Me rejeitaram e me excluíram igual tocar um animal, nem um animal merecia escutar o que aquela menina disse pra mim, eu fui e sentei no chão porque aqueles jovens me tiraram a cadeira, então sentei no chão, chorando disse pra eles: “Olha eu não posso te dar presentes materiais, mais eu posso te dar um abraço, um abraço irá ficar pra sempre em seu coração.” E então aqueles jovens começaram a chorar. Nessa época eu tinha mais ou menos 8/9 anos de idade. Hoje por causa dessas coisas eu não gosto de participar de Amigos Secretos. “O que me assusta não são as ações e os gritos das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas. O maior pecado para com os nossos semelhantes, não é odiá-los mas sim tratá-los com indiferença; é a essência da desumanidade. O oposto do amor não é o ódio, mas é a indiferença.”
“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu Senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu tornei conhecido a vocês.”
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